

Um amontoado de "adubo orgânico", eis o que define este blog. Talvez nasçam rosas... mas o cheiro é penetrante.
Os últimos cinco anos da ação estadunidense "Iraque Livre" renderam algo entre 100.000 e 1,2 milhão de assassinatos de civis, de acordo com uma reportagem no Le Monde, aqui (a foto acima, incusive, se encontra nessa página). Os números são confusos, mas as fontes referidas na notícia têm em comum o fato de apresentarem altas cifras. O Iraq Body Count, grupo de pesquisa britânica, sugere que os EUA mataram quatro vezes mais civis do que rebeldes nos dois primeiros anos de guerra; a OMS no Iraque, em pesquisa realizada em 2007, ressaltou que 151.000 iraquianos foram assassinados de maneira violenta nos três primeiros anos de invasão americana, número duas vezes maior que a dos dois últimos anos do regime de S. Hussein; a revista médica britânica The Lancet estimou, em pesquisa ralizada em 2006, que cerca de 2,5% de uma população de 26 milhões sofreu morte violênta.E isso cabe muito bem para os (futuros) professores, que não sejam arrogantes de se decepcionarem pelo fato de que os educandos não prestem atenção em aulas pouco interessantes e pouco significativas. Quem disse que o saber acadêmico e super refinado de vocês têm doçura (ou mesmo acidez) a ponto de provocar a atenção dos educandos? (sim, isso estou dizendo pra mim mesmo).
E, pra fechar, citando o Raul Seixas: “A lei do forte, essa é a nossa lei e a alegria do mundo!”Grande piada!
Há dias vêm aparecendo notícias de tomada de reitorias pelo Brasil, desde a iniciativa dos alunos da USP.
"E agora chegou a nossa vez!"
Chegou a nossa vez de receber a cartilha do DCE (Diretório Central dos Estudantes), soltar gritos de ordem contra a reitoria e a política do governo Lula e, por fim, arrancar os cartazes e ir pra casa!
VÃO SE FUDÊ!
Pra mim esse é um momento único para juntar os estudantes e conversar sobre a vida da universidade, conversar sobre a política educacional do governo, sobre a posição do movimento estudantil... enfim, um momento especial pra conversar sobre a reforma universitária (que porra é essa?), sobre as cotas para negros, sobre o fechamento do arquivo contra a ditadura pela vaca da Yedda.
Momento único pq há ali a sensação de que nós, não só como estudantes mas como cidadãos, somos capazes de nos mobilizar, de debater, de reivindicar e, tão importante quanto os outros, de bater pé!
Momento único para conhecer outros incomodados, que querem pensar a situação, descobrir - e inventar - formas de intervenção social SEM A NECESSIDADE DE REPRESENTAÇÃO, sem se atrelar a porra nenhuma de partido que quer enfiar uma cartilha na tua cabeça, evitar que tu te canse pensando e, principalmente, para tu servir como bucha de canhão, que nem orc em campanhas de RPG.
É uma pena que essa ocupação acabe só como teatrinho de futuros políticos para aparecer na TV, fazendo grau entre os do partido e angariando voto no futuro!
Mas não há dúvida: só por ter conhecido esse pessoal q não quer representação, ter conhecido a lógica de alguns grupos políticos (em especial pela dos filhos da puta do Movimento Estudantil Liberdade, a escória da extrema direita que entende que política se resume a porrada e aumentar para R$ 4,50 o valor do Restaurante Universitário), por toda essa pequena experiência, não há dúvidas que já foi um pouco bom!
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382133.shtml
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382147.shtml